ETERNOS

Ponta esquerda Danilo Menezes

Antigo meio-campista negro e canhoto da celeste olímpica e do Vasco da Gama, Danilo Menezes nasceu em Rivera, no Uruguai, fronteira com a cidade brasileira de Santana do Livramento, no dia 17 de fevereiro de 1945.

Com 15 anos, começou a carreira como ponta-esquerda do Oriental, de Rivera. Viveu depois grandes momentos com as camisas do Nacional de Montevidéu, Vasco e ABC de Natal, onde encerrou a carreira. Atualmente, mora na capital potiguar onde trabalha na secretaria Municipal de Esportes e Lazer do município. Tem um apartamento no bairro Cidade Jardim, que divide com a esposa Fernanda e os filhos Fernando Luiz e Marília.

Foi eleito o camisa 10 do século do ABC. No ano 2000, o jornalista Rubens Lemos Filho lançou a biografia do craque denominada “O Último Maestro”.

Danilo deslanchou quando passou a vestir a camisa do Nacional de Montevidéu, cujos cartolas ficaram impressionados com suas atuações pelo Oriental em uma competição denominada Copa Artigas. Em 1963, foi campeão uruguaio já como meia. No ano seguinte, vice da Libertadores, conquistada pelo Independiente da Argentina.

Em 1965 chegou ao Vasco da Gama, trazido pelo saudoso Zezé Moreira. Fez parte de um meio-campo formado inicialmente por Maranhão e Lorico, e depois por Alcir e Buglê. Em 1972 saiu de São Januário para defender o ABC de Natal, no ano em que o clube disputou pela primeira vez o Campeonato Brasileiro. Deixou saudade no alvinegro, onde atuou em um time eficiente que contava também com Maranhão e Alberi. Este último, por sinal, ganhou em 1972 a Bola de Prata da revista Placar.

Deixou de jogar em 1980 no próprio ABC, para onde voltou 14 anos depois como treinador.

É uma verdadeira lenda do futebol potiguar.

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