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Goleiro Bastos

No futebol existe uma máxima que diz: “Um bom time começa por um bom goleiro”. Esse caso pode ser muito bem aplicado a Sebastião Jerônimo da Silva, ou simplesmente Bastos. Ele foi eleito o goleiro do século da equipe do Alecrim. Com 18 anos dedicados ao futebol e passagem por sete clubes (Alecrim, Cosern, Campinense (PB), Riachuelo, Ferroviário (CE), Sport Recife (PE) e América), Bastos se destacava por sua competência debaixo das traves e também por ser irônico e brincalhão com os companheiros que fez ao longo da carreira e também por histórias como na partida em que jogou usando uma peruca.

Bastos conquistou o tri campeonato de aspirantes em 1963 e foi bi campeão jogando pelo profissional em 1964. Ambos os títulos foram ganhos jogando pelo Alecrim. encerrou a carreira em 1982 jogando pelo Riachuelo aos 41 anos. Casado e pai de três filhos, depois foi funcionário da Companhia Energética do Rio Grande do Norte (Cosern) e atualmente é aposentado pela empresa e trabalha como taxista.

Dez na Rede – Você teve uma carreira de 18 anos como jogador profissional. Qual dos clubes que defendeu mais te marcou?
Bastos – Na realidade foram dois clubes: Alecrim e Cosern. No Alecrim, tive duas passagens e foi lá que as portas do futebol se abriram para que eu me tornasse profissional. Uma de 1962 a 1966 e outra de 1968 a 1971. Já pelo Cosern tenho boas recordações por conta dos jogadores que disputaram as partidas comigo. Muitos deles jogaram por ABC ou América.

Dez na Rede – Você jogo inúmeras partidas ao longo da sua carreira. Agora qual aquela que mais te marcou?
Bastos – Foi um jogo entre ABC e Cosern em 1974 valendo pela disputa da decisão do turno do Campeonato Estadual daquele ano e foi considerada pela imprensa da época como a partida do ano no Estado tanto pela especulação antes quanto pelo que foi apresentado em campo pelos jogadores. O jogo terminou 1 a 1 e as duas equipes foram eliminadas pois só a vitória interessava.

Dez na Rede – Em quem você se espelhou para ser goleiro? Qual foi o melhor que você viu jogar?
Bastos – Me inspirei num goleiro chamado Manga, que jogou pelo Sport Recife e o Internacional de Porto Alegre. Agora o maior que vi jogar em minha carreira foi Ribamar. Ele foi goleiro do ABC no final da década de 50 e início da década de 60.

Dez na Rede – E dos jogadores de linha, qual o melhor que você viu jogar?
Bastos – Foi o ponta direita do ABC nos anos de 1954 a 1962 por nome Jorge Tavares, também conhecido por Jorginho. Esse foi o melhor que vi jogar no Nordeste. Ponta rápido e habilidoso, difícil de ser marcado e que dava muito trabalho às defesas adversárias.

Dez na Rede – Com muitos anos dentro do futebol você deve ter vivido e saber muitas histórias do mundo da bola. Quais aquelas que mais você recorda?
Bastos – O Alecrim foi o último clube que conquistou o título do campeonato de aspirantes antes que fosse extinto. Personalidades já defenderam as cores do Alecrim. O presidente Café Filho foi goleiro da equipe, que inclusive foi a única do Rio Grande do Norte a ter Garrincha jogando uma partida em 1968. Além disso, o Alecrim foi o primeiro clube a viajar de avião em jogos oficiais inclusive jogando partidas internacionais. O Alecrim também era conhecido como o clube “vingador”, pois os times de fora ganhavam de ABC e América como o caso do Bonsucesso que goleou ambos e quando jogou contra a gente perdeu por 3 a 1.

Dez na Rede – E quais as histórias engraçadas que você lembra?
Bastos – Nos jogos entre ABC e Alecrim existia uma guerra sadia entre eu e Alberi. Houve jogos que percebia um certo desânimo dos outros atletas e eu jogava as bolas nos pés de Alberi e mandava ele bater. “Chuta ela pra mim de volta”, dizia. Meus companheiros diziam que eu estava louco em fazer aquilo, mas sempre fui um profissional sério. Essas brincadeiras só aconteciam em jogos contra Alberi. Joguei contra dois centroavantes que eram muito complicados. Pancinha e Zé Ireno jogavam no América e eram muito perigosos.

Dez na Rede – Tem uma bem conhecida que você jogou de peruca. Como foi isso?
Bastos – Foi num jogo contra o ABC em 1973. Estávamos concentrados num hotel e chegou um representante de uma loja que vendiam artigos como perucas. Eu já era conhecido por jogar usando boné. Daí ele perguntou se tinha coragem de usar jogando uma peruca e disse que me pagaria antes do jogo. Eu respondi que jogaria sem problema algum. Pensei que fosse brincadeira dele, mas quando foi no dia do jogo ele chegou com a peruca e o dinheiro. Usei sem problemas, mas quando fui entrando em campo a torcida era um coro só: “Núbia! Núbia!” (risos). No outro dia era só o que se comentava na cidade.

Dez na Rede – E agora, como você vê o futebol atualmente?
Bastos – Quando assisto a um jogo seja no campo ou na televisão procuro um craque coisa que não vejo mais nos dias de hoje. Jogadores que erram muitos passes. Vejo uma briga de fracasso no campeonato estadual com um futebol fraco. Agora temos de ressaltar a presença dos torcedores ao estádio. A idéia de construção do estádio Frasqueirão foi muito boa. Os demais clubes deveriam ter uma idéia como essa.

Dez na Rede – Como ex-jogador qual a assistência que você tem?
Bastos – Sou um dos fundadores da Associação de Garantia ao Atleta Profissional (Agap), que funciona em prol do ex-atleta dando assistência naquilo que por ventura ele venha a precisar. A Federação das Associações de Atletas Profissionais (Faap), cujo presidente é o ex-jogador Wilson Piazza, destacou o trabalho desenvolvido na Agap do Rio Grande do Norte destacando-a como referência no país.

Reportagem publicada no portal deznarede.com.br

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